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12 de março de 2011

Alimente sua inteligência!


Para garantir um bom desempenho nos estudos, e como consequência conseguir boas notas ou passar no vestibular é fundamental uma dose extra de controle emocional, memória, atenção e, principalmente, concentração. Se você sente que sua cabeça vive dando 'brancos' em momentos decisivos, significa que você se esqueceu de colocar alimentos essenciais no seu prato. Abaixo, seguem algumas dicas para turbinar sua alimentação e nível de aprendizado.

→ Grãos integrais fornecem carboidratos complexos e cromo. Para funcionar, o nosso cérebro utiliza preferencialmente glicose pura! Sem esse açúcar os neurônios simplesmente não funcionam. E quando ela vem de carboidratos complexos, que ao final do metabolismo são desdobrados em glicose, é liberada de maneira gradual, constante. Isso permite que a sua capacidade de concentração e raciocínio seja mantida por um período maior, diferente de situações em que você não ingere carboidratos ou ingere apenas os tipos não integrais, como chocolates, doces e alimentos açucarados. Quando a glicose sobe depressa, ela desce depressa também, e aí não adianta! Enquanto isso, o cromo ajudará na utilização da glicose pelo cérebro, tornando todo o processo de raciocínio e concentração muito harmonioso.

→ Maçã, pêssego, morango, uva, kiwi, tomate possuem fisitina, um composto que atua no amadurecimento das células nervosas e na formação de conexões novas e muito mais fortes. Isso é importantíssimo no processo de memorização.

→ Gema do ovo e lecitina de soja fornecem colina, que ajuda na transmissão de informações entre neurônios envolvidos na memória e raciocínio. A colina atua na produção da acetilcolina, um neurotransmissor fundamental para o aprendizado e ainda participa da neurogênese, o nascimento de novos neurônios.

→ Salmão, anchova, sardinha e óleo de linhaça fornecem ômega-3. Quando o consumo de ômega-3 através da alimentação atende a demanda cerebral, as sinapses (pontos de contato entre as células nervosas por meio das quais são transmitidas as informações para os neurônios) ocorrem mais facilmente.

→ Frango e peixe são alimentos ricos em triptofano. O triptofano é um aminoácido que participa da síntese de serotonina, substância envolvida no processo de aprendizagem, na memória e no alívio do estresse.

→ Vegetais folhosos, frutas cítricas, castanhas e óleos vegetais por possuírem vitaminas E, C e selênio possuem propriedades antioxidantes. Devido a sua intensa atividade cerebral, o cérebro requer muito oxigênio – ele consome 25% do total inalado -, o que consequentemente eleva a produção de radicais livres. Assim, estes alimentos previnem o cérebro e todo o organismo dos danos ocasionados pelos radicais livres. Além disso, as castanhas e óleos vegetais, especialmente o azeite de oliva, são fontes de gordura monoinsaturada, que melhora a saúde circulatória, inclusive a do cérebro. Uma boa circulação é fundamental para aproveitar todos os nutrientes e o oxigênio que proporcionarão uma melhor concentração, aprendizagem, memorização e saúde cerebral.  

→ Semente de abóbora fornece beta-sitoesterol. Essa molécula ajuda o corpo a produzir menores quantidades do hormônio cortisol, que é fabricado pelo organismo humano em situações de estresse e que está associado ao desgaste cerebral.

→ Vegetais de folhas verdes-escuras, como brócolis e espinafre, são fontes de ácido fólico, vitamina que participa de reações químicas que regulam a conexão entre as células nervosas e influenciam o desempenho cognitivo.

→ Espinafre e beterraba fornecem óxido nítrico, que desempenha um importante papel como mensageiro biológico no cérebro. Ao contrário dos neurotransmissores que funcionam geralmente no sentido da membrana pré-sináptica para a membrama pós-sináptica, o óxido nítrico, por ser uma gás de elevada solubilidade, pode atuar em todas as células adjacentes paracrinamente e autocrinamente, sem ser preciso estar envolvida uma sinapse física. Esta propriedade pensa-se que poderá estar envolvida no processo de formação da memória.

 → Cacau, romã e frutas vermelhas – morango, cereja, framboesa, amora e pitanga - possuem flavonoides, um pigmento antioxidante que combate os radicais livres e controla a produção de moléculas agressoras do DNA dos neurônios.

Consumindo esses alimentos você terá um bom desempenho nos estudos e, com certeza, se lembrará por muito tempo de todo conteúdo estudado. Mas nossa matéria não termina por aqui! É importante lembrar também da sua hidratação. Uma boa hidratação é fundamental para aliviar as dores de cabeça, fraqueza, náuseas, cãibras e as dificuldades para criação de um foco visual durante os estudos. Praticar exercícios físicos regularmente, evitar situações de ansiedade e o consumo de fumo e bebidas alcoólicas, são atitudes que conservam e revitalizam a memória.

Como percebemos, o corpo e, em particular, a função cerebral, é afetada diretamente pelo ambiente em que se vive e pelo tipo de alimentos consumidos. A forma que nos alimentamos pode nos ajudar a sermos pessoas mais inteligentes, alertas e bem sucedidas em nossas atividades mentais, mas também equilibrados em nossas emoções e comportamentos. Assim, conhecer e aproveitar os nutrientes presentes nos alimentos pode fazer a diferença!


FONTE: Nutrição em Foco.

3 de março de 2011

Dicas de alimentação para o carnaval

O Carnaval está chegando e para aproveitar essa época é necessário ter uma atenção especial direcionada à alimentação, que deve ser leve e refrescante, além de fornecer a energia necessária. Enfim, o alimento é o combustível do corpo, se não oferecerem os nutrientes de forma adequada a maquina pára. É preciso muita saúde e disposição para encarar os dias de folia sem perder o pique.

O Carnaval é uma maratona e por isso exige uma alimentação reforçada. Os carboidratos devem estar presentes na alimentação nos dias anteriores ao Carnaval, para armazenar energia na forma de glicogênio. Dê preferência as versões integrais, que sustentam por mais tempo e evite alimentos gordurosos, de difícil digestão.

Se alimente de 3 em 3 horas e reponha líquidos para manter a hidratação do corpo. Não exagere nas bebidas alcoólicas e procure intercalar com o dobro de líquidos não alcoólicos, como água, água de coco ou suco de frutas (essa dica pode evitar a ressaca do dia seguinte); a cerveja, ao contrario do que muitos pensam, desidrata. Ah, se beber não dirija!

Lembrem-se, apesar de ser um momento de descontração e de se desligar dos problemas, descuidar da alimentação pode acabar com a festa!

Juizo!

15 de fevereiro de 2011

Alimentação X Humor

Quem nunca ouviu aquela famosa frase: "Cara feia pra mim e fome"? Acreditem, é correto afirmar isso. A falta ou a presença em excesso de algumas substâncias podem refletir de forma positiva ou negativa no humor de um individuo. Há uma série de alimentos que podem contribuir para melhorar o ânimo porque estimulam a produção dos neurotransmissores responsáveis pelo prazer, bem-estar e euforia – entre os quais serotonina, dopamina, noradrenalina e acetilcolina.


A teoria mais difundida defende que a ingestão de carboidratos abre caminho para a entrada de maior quantidade de triptofano no cérebro, onde ele será transformado em serotonina (neurotransmissor bastante conhecido como "substância química calmante"). É por isso que quando alguém está chateado e come um doce tem a sensação de que melhorou. Uma dieta rica em gorduras e proteínas e ao mesmo tempo, pobre em carboidratos, leva o individuo a desenvolver um estado fisiológico chamado de cetoacidose, no qual as células do nosso corpo não são capazes de utilizar os carboidratos como principal fonte de energia. Na ausência deste nutriente o cérebro passa a utilizar principalmente as gorduras como fonte energética e como resultado do metabolismo de gorduras há um aumento da produção de corpos cetônicos, que levam o individuo a desenvolver certos sintomas, como fadiga e mal estar, podendo afetar negativamente o humor.

Na Inglaterra, o estudo Food and Mood Project (Projeto Comida e Humor) revelou que mudanças no que comemos podem ser positivas para a saúde mental. Cerca de 200 pessoas fizeram uma dieta recomendada e avaliaram o impacto da mudança nutricional no seu humor. A experiência mostrou que 26% tiveram uma melhora na instabilidade emocional, 24% na depressão e 26% em ataques de pânico e ansiedade. Os indivíduos estudados diminuíram o consumo de açúcar, cafeína, álcool e alimentos com alto teor de gordura e aumentaram o de frutas, peixes e líquidos.

Ficar muito tempo sem comer reduz os níveis de glicose, o que também pode afetar negativamente o humor. Assim, o ideal é alimentar-se seis vezes ao dia: café-da-manhã, lanche, almoço, lanche, jantar e ceia. Vale lembrar que todas essas sugestões não fazem parte de uma fórmula da felicidade, apenas contribuem para o melhor funcionamento do organismo e produção dos neurotransmissores responsáveis pelo bem estar. Resumindo, você é o que você come! Vamos ser pessoas melhores? hehe

11 de fevereiro de 2011

Dieta nos 3 primeiros anos de vida pode afetar inteligência


Uma dieta rica em gorduras e açúcares durante os primeiros anos de vida poderia afetar o desenvolvimento do quociente intelectual das crianças. Assim demonstrou um estudo publicado nesta segunda-feira pelo revista científica "British Medical Journal" e realizado por especialistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

Os autores da pesquisa baseiam suas conclusões no estudo ALSPAC, realizado com 14 mil crianças nascidas entre 1991 e 1992, e pretendia fazer um acompanhamento a longo prazo da saúde dos participantes. Com este objetivo, os pais completaram questionários detalhados sobre o tipo de comida e bebida que seus filhos consumiam aos três, quatro, sete e oito anos e meio.

Periodicamente, as crianças foram submetidas ao teste de inteligência Wechsler, que revelou que aquelas cuja dieta era pouco saudável apresentaram um coeficiente intelectual menor que os que comiam bem.  Os padrões de alimentação entre os quatro e os sete anos não tiveram impacto no nível de inteligência das crianças, mas sim o tipo de dieta até os três anos.

Os especialistas esclareceram que estes estudos sugerem que "os efeitos cognitivos relacionados com os hábitos alimentares nos primeiros anos de vida poderiam persistir mesmo alterando a dieta". No entanto, disseram que estes resultados são "modestos" e recomendaram efetuar novas pesquisas para entender melhor o efeito sobre a inteligência que pode ter um determinado tipo de dieta em uma idade avançada.

Fonte: Folha

10 de fevereiro de 2011

Momentos da vida em que mais se ganha peso

Quando nos alimentamos em excesso, corremos o risco de ganhar uns quilinhos a mais. Uma coisa leva a outra, não é mesmo? O ato de comer demasiadamente pode se acentuar em determinadas fases da vida em que ficamos sujeitos a engordar, devido a fatores sociais, psicológicos e genéticos, porém, isso não significa que venha a ocorrer com todas as pessoas. O ganho de peso pode acontecer quando você...

Se casa
Este é, sem duvidas, o mais conhecido pelas pessoas. Quando se casa há uma certa ansiedade, pois tudo é novo: nova rotina e novos hábitos alimentares. Os homens casados geralmente passam a ter uma vida menos agitada do que na época de solteiros. Acostumam com a rotina do lar, com as comidinhas feitas pela mulher e, com isso, ganham peso. A melhor forma para manter o peso, neste caso, é o casal ter hábitos alimentares saudáveis, de modo que os dois juntos tenham uma alimentação balanceada e fiquem satisfeitos um com o outro. Há quem diga, que quando as pessoas se casam, a maioria delas deixa de se preocupar com a aparência, já que não precisam surpreender mais ninguém.


Fica grávida
Geralmente, na gravidez, as mulheres sentem muita fome e acabam comendo mais. Muita se veem no poder de comer tudo por dois, um engano! As necessidades nutricionais da gestante aumentam, mas isso não quer dizer que ela tenha que comer compulsivamente a ponto de engordar mais que o necessário. É importante ter controle sobre a alimentação, para que a gestação seja tranquila, o bebê seja saudável e o retorno ao peso pré-gestacional fique mais fácil. Para isso, a melhor opção é o acompanhamento nutricional. Para ajudar na perda de peso após o parto é essencial a amamentação juntamente com uma boa alimentação e exercícios físicos.

Chega aos 30 anos
Ao chegar aos 30 anos (ou mais), algumas pessoas, principalmente mulheres, começam a engordar. Isso ocorre pela queda do metabolismo, ou seja, o organismo gasta menos calorias para executar as funções do que costumava gastar quando jovem. A atividade física regular é fundamental para a manutenção do peso, principalmente a musculação, pois o ganho de massa magra aumenta o metabolismo. Isso ajuda a emagrecer e diminui a flacidez muscular.  E calro, uma boa alimentação é indispensável.

Ao se deparar com esses momentos é indispensável a força de vontade em manter hábitos saudáveis e consequentemente, uma boa qualidade de vida. Leia mais aqui.

25 de janeiro de 2011

Estudo sugere que casais sem filhos têm dieta mais saudável


Um estudo britânico descobriu que casais com crianças têm uma dieta menos saudável do que os casais sem filhos. Pesquisadores usaram dados de uma pesquisa do governo britânico com 7.014 famílias, que registravam suas compras de alimentos num diário por período de duas semanas, em 2003 e 2004. As famílias de renda alta comeram mais carne, frutas frescas e vegetais. A idade também influenciou no consumo de gorduras e açúcar, o que é reduzido em lares com pessoas de mais idade.

O novo estudo, publicado na edição de dezembro do "European Review of Agricultural Economics", descobriu que os casais sem filhos eram os que comiam de forma mais saudável. Mesmo depois de controlar fatores como idade, renda e outros, em comparação a uma família com crianças, um casal sem filhos consumiu cerca de 2 kg mais frutas e vegetais por pessoa ao longo do período de duas semanas. Ter crianças em casa também reduziu a demanda por carne, e aumentou o consumo de laticínios, cereais e batata.

Você concorda com esse estudo? Não podemos negar que a chegada de uma criança muda muitos hábitos, mas será possível o alimentar ser tão afetado por elas? É obvio que sim, uma vez que biscoitos, salgadinhos, doces, etc, são os alimentos preferidos das crianças, porém, os bons hábitos devem ser cultivados! Eu não tenho filhos, quem tiver e quiser dar sua opinião, fique a vontade. Comentem ;)

Até a próxima.

24 de janeiro de 2011

Você sabia? Homens e mulheres têm paladar diferente


Você já deve ter reparado que homens e mulheres possuem preferências diferentes na hora de escolher a refeição. Porém, o que muita gente não sabe é que, por trás dessas escolhas, existem razões que vão além da criação ou da cultura. Fatores biológicos também interferem no paladar masculino e feminino. Tanto o organismo dos homens como o das mulheres busca neurotransmissores diferentes. "Uma vez que determinados alimentos oferecem nutrientes que agem no sistema nervoso central, eles podem alterar a proporção dos neurotransmissores, sendo assim uma base importante para o equilíbrio da neuroquímica cerebral", explica Vânia Assaly, nutróloga e endocrinologista.

O neurotransmissor preferido pelasmulheres é a serotonina, sintetizada a partir de carboidratos. Ela é conhecida por trazer uma sensação de alegria, bem estar e reduzir a ansiedade. Portanto, aí vai uma dica de ouro para os namorados de plantão que não sabem mais o que fazer para driblar a TPM (Tensão Pré-Menstrual) da amada: Esperto seria aquele que presentearia a nmulher com uma caixa de bombom quando ela estivesse nesse período, mas com cuidado, pois a amada pode aumentar o peso se ficar viciada nesses presentes deliciosos. O motivo é simples. Durante a segunda fase do ciclo menstrual, os níveis de serotonina caem, e, por consequência, podem sim influenciar a famosa TPM e levar as garotas a comer mais docinhos. "Na oscilação do ciclo menstrual, algumas mulheres que têm um menor nível de serotonina ou alguma alteração em receptores cerebrais terão maior ansiedade, irritabilidade, angústia, e, com isso, buscarão açúcar e doces para resgatar o equilíbrio na bioquímica cerebral", afirma Vânia.

Isso mesmo! Parte da culpa por aqueles quilinhos a mais adquiridos com alimentos açucarados pode ser da falta de serotonina. Mas calma, não é tudo por causa dela, não. Também existem hábitos, costumes, aspectos comportamentais, culturais e familiares envolvidos. E, lógico, a força de vontade.


Do tempo das cavernas

A percepção das papilas gustativas nas mulheres é diferenciada: percebemos o amargo como algo menos apreciável e selecionamos o doce. A endocrinologista Vânia Assaly sugere que isso remete às nossas ancestrais, que não eram grandes caçadoras e se alimentavam mais de vegetais e frutas, desenvolvendo o paladar adocicado. Além disso, o instinto maternal entra em cena quando experimentamos algo amargo. "O gosto amargo, comum em coisas que estragam e alguns venenos, pode ter uma representação de risco ao futuro bebê", diz a nutróloga. Isso explica a relação entre o enjoo da gestante, a percepção de cheiros e a maior seleção de alimentos.

Pelo jeito, o paladar dos homens também vem de tempos antigos. Os ancestrais do sexo masculino eram caçadores que se alimentavam de grandes porções de gordura animal e comidas mais calóricas. "Para eles, o maior nível de dopamina, ferro, substâncias protéicas e gordurosas trouxe a possibilidade de tornarem-se fortes, com músculos, além de possibilitar um tempo maior entre as refeições", conta a especialista. Por isso, até hoje eles buscam alimentos ricos em dopamina, como carne vermelha. Podemos dizer que eles comem por fome mesmo, preferem mais volume e não prestam atenção na quantidade de gordura. Elas, ao contrário, correm das gorduras e calorias e levam em conta o volume da porção, estética do prato e odor na hora de escolher o que vão comer.

O recomendado para ambos os sexos é manter uma dieta equilibrada, a despeito dos gostos. Afinal, um corpo saudável é mais importante que qualquer desejo passageiro. Abaixo, confira alguns exemplos de alimentos típicos deles e delas. Você, no seu dia-a-dia, consegue perceber tais diferenças?




Preferidos por mulheres

Chocolates, pães, bolachas, biscoitos, arroz integral, frango, pães com queijo fresco, vinho, sake, sushi.








Preferidos por homens

Cerveja, churrasco, linguiça, feijoada, arroz e feijão, whisky, hambúrguer.





FONTE:
Nutrição Hoje

7 de janeiro de 2011

Regulação da Publicidade de Alimentos

Foi lançada no dia 17/12/2010, com a participação de mais de 30 entidades e organizações, a Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos. A nova frente defende a Resolução nº 24 da ANVISA, publicada no fim de junho de 2010 que regula a publicidade de alimentos com alto teor de açúcar, gorduras e sódio e de bebidas com baixo teor nutricional. A regra está suspensa desde setembro, por liminar da Justiça Federal de Brasília, a pedido da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), que questionou a competência da ANVISA para regular a questão.

Informar a população sobre os riscos relacionados ao consumo excessivo de alimentos não saudáveis, significa abraçar a responsabilidade de oferecer um ambiente favorável à vida e à saúde da população, poupar vidas e sofrimento de milhões de brasileiros, permitir a realocação de recursos do tratamento de doenças evitáveis para investimentos em prevenção, e oferecer ferramentas indispensáveis à garantia da cidadania e soberania do povo brasileiro.O objetivo dessa frente será essencialmente lutar para que o poder público estabeleça normas que regulem a publicidade de alimentos, monitore o cumprimento dessas normas de modo a evitar prejuízos à saúde da população e puna severamente todos que a descumprirem.

Para a OMS, os governos internacionais têm a responsabilidade de desenvolver políticas públicas para reduzir o impacto do marketing de alimentos e bebidas com baixo teor nutricional nas crianças. Com esse objetivo, uma das orientações pede a proibição de comunicação mercadológica desse tipo de produto em ambientes dedicados às crianças, como escolas e playgrounds. A estimativa é de que mais de 42 milhões de crianças com menos de cinco anos estejam acima do peso ou sofram de obesidade - das quais 35 milhões de crianças de países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. A OMS se diz profundamente preocupada com esses números e ressalta a forte influência da publicidade na formação de hábitos alimentares não saudáveis; o que é a pura verdade, infelizmente.

Segundo Elisabetta Recine, integrante do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), a relação entre a má alimentação das crianças e a publicidade é integral, porque o hábito alimentar é formado a partir da mensagem transmitida pela propaganda. "Esses anúncios publicitários normalmente são de produtos que têm altos teores de açúcar, gordura e sal. Isso faz com que as crianças peçam esses produtos aos pais e tenham um leque de sabores muito restrito, longe do necessário para uma alimentação saudável." De acordo com ela, é preciso que os pais tenham atitudes saudáveis desde o início da vida do bebê, fortalecendo e privilegiando o aleitamento materno até os seis meses de idade, introduzindo, em seguida, alimentos naturais e o mais variados possível. "Dos 6 meses a 2 anos, a criança tem o grande momento de formação do hábito alimentar. Os pais são os grandes responsáveis pela alimentação dos filhos."

A representante do Consea explicou que a frente servirá para que as organizações sociais se agrupem em favor da regulamentação da publicidade de alimentos e da divulgação dessas informações. "Muitas vezes as pessoas têm informações distorcidas sobre a regulação e acham que isso é privação da liberdade de escolha, Na verdade, estamos mostrando que seguir o padrão que a publicidade dá não tem nada de liberdade." A advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Mariana Ferraz, afirmou que a indústria alimentícia pratica repetidamente um tipo de publicidade abusiva, que muitas vezes se aproveita da vulnerabilidade do consumidor para aplicar técnicas de marketing ao público-alvo. "É o que observamos na publicidade direcionada ao público infantil. No caso de alimentos, muitos que apresentam potencial nocivo para a saúde vêm associados a coisas lúdicas que são persuasivas para a criança."

A mídia não é responsável somente pelos índices de obesidade e demais doenças causadas pela má alimentação em virtude da publicidade abusiva, vale lembrar a ditadura da beleza imposta pela mesma, que de certa forma, se torna um dos fatores ccondicionantes para o surgimento de transtornos alimentares, como Anorexia e Bulimia. Mas essa, é uma questão a parte que trataremos um outro dia.
E você? É a favor da regulação da publicidade de alimenttos? Comente!

O Documento completo, em Inglês, com as recomendações da OMS, você encontra Aqui.

FONTES:

6 de janeiro de 2011

Primeiro de muitos

É com muita alegria e satisfação que venho falar-lhes por intermédio do meu primeiro post. Espero que eu corresponda às minhas próprias expectativas. Aqui você encontrará assuntos ligados à saúde, alimentação e nutrição, dirigidos à pessoas de todas as idades e pertencentes a qualquer nível sócioeconômico, bem como à colegas, estudantes de nutrição, visto que, experiências acadêmicas, eventos, cursos e temas atuais em destaque serão abordados. Juntem -se a mim na incansável busca por hábitos saudáveis e por uma vida melhor, pois só assim - sadios (corpo e mente) - estaremos em condições de buscar nossos maiores sonhos; ou seria buscar realidades? Leia, questione, comente, critique - elogie se eu merecer - sugestione e participe, afinal, esse blog foi feito para você.