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24 de janeiro de 2012

Receptor gustativo para gordura é identificado em humanos

Porque algumas pessoas gostam tanto de alimentos gordurosos? A resposta pode estar nas papilas gustativas. Uma pesquisa publicada no dia 31 de dez. de 2011 no Journal of Lipid Research por pesquisadores da  Washington University School of Medicine in St. Louis mostra que variações em um determinado gene podem tornar as pessoas mais ou menos sensíveis ao gosto de gordura nos alimentos. 
Descobriram que a característica aparece em pessoas com uma variante particular do gene CD36, tornando-se muito mais sensíveis do que outros. O objetivo é entender como o paladar, ou seja, a nossa percepção da gordura pode influenciar o que comemos e a quantidade de gordura consumida. 

O estudo contou com 21 pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) de 30 ou mais. Alguns participantes apresentaram a variação genética que contribui para o aumento de CD36, diferente de outros. Com grampos no nariz, foram convidados a provar três soluções diferentes, uma delas continha uma pequena quantidade de gordura (ácidos graxos livres ou triglicérides), enquanto as outras duas não tinham, sendo semelhantes apenas em textura. A partir daí, apontaram a solução diferente.

As pessoas com mais proteína CD36 detectaram facilmente a presença de gordura, se tornando oito vezes mais sensíveis do que quem apresentou 50% menos proteína. A medida que o consumo de gordura aumenta, elas se tornam menos sensíveis a ela, exigindo mais para que se obtenha a mesma satisfação. A quantidade de proteína pode ser modificada, tanto pela genética, quanto pela dieta.

A gordura é importante, porém, os seres humanos e animais tendem a optar pelo excesso. Os cientistas acreditavam que tais alimentos eram identificados principalmente pela textura, mas esse estudo sugere que a presença de gordura pode alterar a forma como a língua reconhece os alimentos, assim como doce, azedo, amargo, salgado...

Nos estudos com animais, descobriu-se que a CD36 é ativada por ácidos graxos, não triglicérides. Porém, os ratos foram capazes de ativa-la com ambos, provavelmente devido a atividade da lipase salivar, responsável pela quebra do triglicérides em ácidos graxos ainda na boca. Em humanos, o papel da lipase não tem sido tão claro, pois as pessoas podiam detectar se era ácido graxo ou triglicérides. Quando os ratos são geneticamente modificados sem o gene CD36, não apresentam preferencia por alimentos gordurosos, tendo dificuldade em digeri~los. 

A melhor compreensão de como a proteína funciona pode ser importante na luta contra a obesidade, que só tem crescido e contribui para a incidência de doença cardiovascular, acidente vascular cerebral, diabetes tipo2, certos tipos de canceres, artrite, dentre outros problemas. 


REFERÊNCIA:

Receptor for tasting fat identified in humans. Em: Washington University in st.Louis. Disponivel em: <> http://news.wustl.edu/news/Pages/23206.aspx >. Acessado em: 24 de janeiro de 2012.

14 de janeiro de 2012

Descoberta: Irisina - Hormônio do exercício.

Um estudo publicado quarta feira (11) na revista Naturre, conduzido por pesquisadores da Dana-Farber Cancer Institute e Harvard Medical School, mostra que o exercício físico estimula a produção de um hormônio que tem a capacidade de aumentar o gasto energético e consequentemente, a queima de gordura corporal, através da transformação da gordura comum em gordura marrom. O novo hormônio, até então desconhecido, recebeu o nome de irisina, em referência à deusa mensageira da mitologia grega, Íris.
Tecido Adiposo
Os pesquisadores acreditavam que células musculares se comunicam bioquimicamente com a gordura corporal, porém, não sabiam como, até que acompanharam de perto as operações de uma substancia chamada PGC1-alpha, que é produzida em abundância pelos músculos durante e após os exercícios e responsável por muitos dos benefícios atribuídos a tal pratica. 

A PGC1-alpha estimula a expressão de uma proteína chamada Fndc5, que se quebra em duas partes, dando orgiem a Irisina.  Diferente da maioria das substâncias produzidas nos músculos, ela não permanece lá. Entra na corrente sanguínea e segue em direção ao Tecido Adiposo Branco (TAB) – responsável por armazenar energia – , que na sua presença transformam -se em gordura marrom (TAM). Os pesquisadores acreditam que a quantidade de exercícios (Irisina) é proporcional a quantidade de gordura marrom no organismo.

A constatação de que Irisina pode contribuir para o escurecimento da gordura corporal é uma descoberta extraordinária, visto que a gordura marrom é fisiologicamente desejável  e metabolicamente ativa, atuando na manutenção da temperatura corporal (termogênese) através da queima de calorias. Pensava-se que adultos não possuíam esse tipo de gordura, porém, estudos recentes mostram que temos um aporte de TAM que varia de pessoa para pessoa.
Finalmente, foram realizados experimentos com células musculares de pessoas voluntarias, que haviam seguido á risca um programa de corrida no decorrer de uma semana. Foi notado um aumento dos niveis de Irisina, que é uma forte candidata ao desenvolvimento de novos tratamentos para diabetes, obesidade e outras doenças, como o câncer.
Enquanto a Irisina parece ter um grande impacto sobre o metabolismo, não parece desempenhar qualquer papel perceptível nos efeitos que o exercício tem no coração ou no cérebro. Várias questões permanecem sem solução. Apesar de todos os benefícios, os ratos perderam pouco peso, porém resistiram ao ganho - mesmo com uma dieta rica em gordura - e os níveis de açúcar no sangue se mantiveram estáveis.
No futuro, os pesquisadores esperam testar as injeções de irisina em pessoas que, devido a deficiências ou problemas de saúde, não podem praticar atividade física. Ele também quer descobrir qual a quantidade e o tipo de exercício capazes de levar ao aumento da substância em pessoas saudáveis.


REFERÊNCIAS:
 Exercise Hormone May Fight Obesity and Diabetes. Em: The New York Times, Jan. 2012. Disponível em: <> http://well.blogs.nytimes.com/2012/01/11/exercise-hormone-helps-keep-us-healthy/?scp=2&sq=hormone&st=cse > , Acessado em: 13 de janeiro de 2012.
Reaping benefits of exercise minus the sweat - Researchers isolate messenger protein linking exercise to health benefits. Em: Harvard University, Jan. 2012. Disponível em: <> http://news.harvard.edu/gazette/story/2012/01/reaping-benefits-of-exercise-minus-the-sweat/ >. Acessado em: 13 de janeira de 2012.

7 de março de 2011

Novo recurso para calcular obesidade: Índice de Adiposidade Corporal (IAC)


O Índice de Massa Corporal (IMC), usado para medir o grau de magreza ou obesidade de uma pessoa, tem quase 200 anos de idade e é impreciso, pois não leva em conta o sexo ou a massa muscular. Não deve ser aplicado em atletas, por exemplo, visto que o resultado seria 'distorcido' pelos musculos.Também não é adequado para menores de 18 anos. É obtido ao se dividir o peso da pessoa em quilos pelo quadrado de sua altura em metros. [veja ilustração] O velho índice foi criado em 1832 pelo matemático e astrônomo belga Lambert Adolphe Jacques Quetelet (1796-1874). O Índice de Quetelet foi rebatizado de IMC em 1972, e depois adotado pela Organização Mundial de Saúde como um método simples de medir a obesidade. 

Oito pesquisadores liderados por Richard Bergman, da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, criaram "Um Índice Melhor de Adiposidade do Corpo". Esse é o título do artigo científico em que descrevem o método, na revista médica "Obesity".  O novo método chama-se Índice de Adiposidade Corporal (IAC) e usa uma equação e apenas duas medidas -a circunferência do quadril e a altura da pessoa- para chegar à porcentagem de gordura no corpo. É possivel saber se uma pessoa está acima ou abaixo do peso sem que a mesma suba em uma balança.



Formularam o índice a partir de um estudo feito com uma população hispânica dos Estados Unidos. Depois, eles confirmaram a exatidão da escala ao compará-la com outra pesquisa, feita com a população negra americana, em que foi utilizado um exame conhecido como desintometria (DXA), considerado o padrão ouro para a medida da obesidade. Essa comparação demonstrou resultados semelhantes, sugerindo que o novo índice poderia ser utilizado em grupos de diferentes etnias.

A fórmula conseguiu prever com precisão a gordura corporal nos casos acima de 20%; nos casos de gordura de 25% a 30%, a precisão foi total, erro de 0% na estimativa. Apenas nos casos de adiposidade abaixo de 10% a equação não foi tão precisa, indicando um erro de 17,4% a mais de gordura.

Para Marcio Mancini, presidente do departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), o novo índice poderá ser utilizado para complementar a avaliação do paciente obeso. “Um índice não substituirá o outro. Eles podem ser utilizados ao mesmo tempo. Atualmente, o IMC é utilizado para comparar populações, definir prescrição de medicações ou antes da realização de uma cirurgia bariátrica”, diz.

“Após a realização de uma validação adicional, essa medida, que é facilmente obtida, poderá ser proposta como ideal para saber o percentual de gordura de uma pessoa”, disseram os pesquisadores. "Antes disso, será preciso comprovar se ela prevê o percentual de gordura em crianças e se será capaz de prever o risco de doenças cardiovasculares", acrescentaram.

Apesar de o IMC apresentar falhas e não ser eficaz para representar a situação de atletas ou crianças, Mancini lembra que ele não é a única medida adotada. “Temos também a avaliação clínica do especialista e a medição da circunferência do abdome e do quadril”, afirma.

De acordo com os autores do estudo, a fórmula ainda precisa de ajustes e deve ser testada em outros grupos étnicos. Eles acreditam que o método poderá ser utilizado em locais com acesso limitado à infraestrutura de saúde pública, sem uma balança, por exemplo.

9 de fevereiro de 2011

Obesidade infantil: dormir pouco deixa crianças mais vulneráveis


Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Chicago (EUA) e publicada no periódico científico Pediatrics comprova a relação entre sono irregular e incidência de obesidade em crianças. Cerca de 300 meninos e meninas – entre 4 e 10 anos de idade - foram monitorados, incluindo as horas de sono dormidas ao longo de uma semana e o índice de IMC (Índice de Massa Corpórea).

Os especialistas concluíram que, entre as crianças que dormiram pelo menos entre nove e dez horas diárias, o risco de obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares era mínimo, ou quase nulo. Aquelas que dormiam menos horas e de maneira mais irregular apresentaram um risco até quatro vezes maior de desenvolver tais distúrbios.


No entanto, entre as crianças que conseguiam compensar o sono perdido durante o fim de semana, o risco foi diminuído em cerca de 2,8 vezes. Além disso, quem dormia menos acumulava, no organismo, índices mais altos de insulina, colesterol e proteína C-reativa.

A ligação entre privação crônica de sono e obesidade já era conhecida: quanto menos horas de sono, maiores as chances de a criança se tornar obesa. Cabe ressaltar que a maioria destes estudos foi realizada em grande número de crianças e durante longo tempo. Este último trabalho, além de confirmar os resultados anteriores, mostra uma relação de horas de sono e o aumento do risco de diabetes


FONTE:
Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica

7 de fevereiro de 2011

Governo dos EUA na Luta Contra a Obesidade


Preferir alimentos com pouco sódio, consumir frutas e verduras diariamente e trocar os refrigerantes pela água são algumas das 23 recomendações direcionadas ao público em geral e 6 para públicos especificos, como grávidas, divulgadas pelo governo de Barack Obama, na tentativa de reduzir os altos índices de obesidade de adultos e crianças nos EUA.

As novas diretrizes, divulgadas neste início de semana, sugerem ainda que os norte-americanos evitem as porções gigantescas de alimentos – marca registrada dos fast-food naquele país -, comam alimentos menos gordurosos e passem a preferir os grãos integrais. Uma dura tarefa no território da junk-food, sem dúvida.

“A verdade’, disse o Secretário de Agricultura Tom Vilsack, “é que os americanos estão gordos demais”, o que as estatísticas confirmam: um terço das crianças e dois terços dos adultos nos EUA estão acima do peso considerado adequado. O Secretário Vilsack acredita que “as novas diretrizes vão ajudar o país a encarar de frente o problema da obesidade. As recomendações vão ajudar as pessoas a fazerem escolhas mais saudáveis no dia a dia, e também incentivar a prática de exercícios físicos”.

Criadas após uma revisão de diversos estudos publicados nos últimos anos, as diretrizes agora divulgadas surgem na esteira de uma série de iniciativas da primeira-dama, Michelle Obama, contra a obesidade infantil. Juntos, eles já são responsáveis pela maior ofensiva contra o excesso de peso desencadeada por um governo nos EUA, que já começou, sem dúvida, a dar frutos.  Há poucos dias, por exemplo, supermercados, padarias e fabricantes de alimentos assumiram o compromisso de criar novos rótulos que deixem mais claro seus conteúdos, porém, críticos da medida dizem que os novos rótulos não ajudam a distinguir entre nutrientes "bons" e "ruins".

3 de fevereiro de 2011

Obesidade causa encolhimento do cérebro, diz estudo



Pesquisadores americanos mostraram que a inflamação crônica causada pela obesidade no organismo pode ser responsável pela diminuição do tamanho do cérebro. Este é o primeiro estudo a relatar que a inflamação oriunda da obesidade pode diminuir a integridade de algumas estruturas cerebrais envolvidas no comportamento alimentar. O trabalho foi publicado no dia 8 de janeiro na New Scientist.
 
Quanto maior sua cintura, menor seu cérebro. Esta é a conclusão de um grupo de pesquisadores da New York University School of Medicine, liderado por Antonio Convit. A literatura científica já provou que a obesidade está ligada à diabetes tipo 2, que é associada ao comprometimento cognitivo. O grupo desejava descobrir o impacto da obesidade sobre a estrutura física do cérebro. Com a ajuda da ressonância magnética, a equipe compararou o cérebro de 44 obesos com o de 19 pessoas magras da mesma idade e background semelhante.

 
Eles descobriram que os obesos têm mais água na amígdala, parte do cérebro envolvida no comportamento alimentar. Já o córtex orbitofrontal é menor em indivíduos obesos. Essa área do córtex é importante para controlar o impulso e também está envolvida com os hábitos alimentares. "Isso pode significar que existem neurônios a menos, ou que esses neurônios estão contraídos", diz Convit. A obesidade também está associada a um estado crônico de inflamação no organismo, inclusive no hipotálamo, estrutura chave para a alimentação. Isso poderia explicar a mudança no tamanho do cérebro.
 
Outro estudo realizado Universidade da Califórnia mostrou que idosos acima do peso carregam um gene que também está relacionado à diminuição do volume cerebral. Geraram mapas cerebrais em 3-D de 200 idosos caucasianos saudáveis. Encontraram um padrão de diminuição no volume do cérebro em portadores de uma sequência específica do DNA (também chamada de alelo) dentro do gene associado à gordura e à obesidade. Ao passo que em idosos que não carregavam tal gene essa relação não existia. As diferenças entre os volumes cerebrais não podem ser atribuídas a outros fatores relacionados à obesidade, como altos níveis de colesteraol, diabetes ou pressão alta. O trabalho foi publicado no site PNAS Early Edition (Proceedings of the National Academy of Sciences). O presente estudo não identifica o mecanismo por trás da atrofia cerebral que o gene carrega, e não consegue determinar o local na sequência do DNA em que estão os fatores que influenciam a obesidade. Os pesquisadores sugerem que essa variante genética pode contribuir para a degeneração do cérebro, além da própria influência do peso corporal da pessoa.
 
A obesidade atinge 400 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, pelo menos 3,5 milhões de pessoas estão em estado de obesidade mórbida. Além das constatações de perdas neurológicas apontadas no estudo, a obesidade provoca uma série de outros problemas, como diabetes tipo 2, que prejudica a sensibilidade das pessoas à insulina, resultando no acúmulo de açúcar no sangue. A falta da insulina provoca perturbações na atividade da dopamina (neurotransmissor que desempenha um papel importante na sensação de amor e prazer), podendo causar outros distúrbios cerebrais, como a depressão, doença de Parkinson, esquizofrenia, défcit de atenção e hiperatividade.
 
FONTE:
Revista Época

14 de janeiro de 2011

Acredite: Arroz ajuda no controle de peso


“O arroz é alimento, bebida e medicamento.
Também é ritual e recordação, ornamento e história.
Mas atualmente, nestes tempos de refeições rápidas e famílias desagregadas,
Não passa de mera comida”
Florentino Hornedo (poeta filipino)


Essa é uma ótima Noticia, não é mesmo? Você, em algum momento, já deve ter ouvido ou dito: “Vou emagrecer, parei de comer arroz." Uma pesquisa norte-americana publicada na revista 'Nutrition Today' revela que o consumo de uma porção de arroz diariamente melhora a qualidade nutricional e reduz o risco de obesidade - e também o de hipertensão e síndrome metabólica. Pessoas com idade entre 19 e 50 anos que comiam arroz com freqüência tinham menos propensão a excesso de peso ou obesidade; apresentavam 34% menos chances de desenvolver hipertensão; 27% menos probabilidade de aumento na circunferência abdominal e 21% menos chances de desenvolver síndrome metabólica. Analisando dados de 1999 a 2004 do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) sobre a dieta de mais de 25 mil crianças e adultos, o estudo concluiu que aqueles que consumiam arroz regularmente apresentavam elevadas quantidades de diversos nutrientes essenciais: ácido fólico, diversas vitaminas do complexo B, potássio, vitamina A e fibras.

Composição Nutricional do arroz

O Arroz é uma excelente fonte de Carboidratos (energia), porém, não é só esse nutriente que o compõe. Quase a totalidade dos carboidratos presentes no arroz é representada pelo amido (amilose e amilopectina). Os carboidratos presentes no arroz são recomendados para substituir a ingestão de açúcar e gorduras e diminuir os riscos de diabetes e cardiopatias, pois é um alimento com baixo índice glicêmico (velocidade com a qual osalimentos elevam a taxa de açúcar no sangue, durante a digestão).

A concentração de proteína no grão de arroz é, em geral, próxima de 7% com pequenas variações. O arroz possui um perfil de aminoácidos essenciais mais adequados em termos nutricionais que o de outros cereais. A mistura com o feijão proporciona uma proteína de melhor qualidade, alcançando valores acima de 80%. Isso porque os aminoácidos existentes nos dois alimentos se complementam. O arroz pode ser consumido com diversos outros alimentos (leguminosas e pequenas quantidades de carne) para se tornar uma boa fonte de proteínas. Além disso, os aminoácidos provenientes das proteínas do arroz têm sido investigados por conta de sua propriedade anti-hipertensiva.

Possui uma concentração muito baixa de lipídios (menor que 1%). O farelo de arroz, no entanto, chega a possuir até 20%. Apesar de pouca em quantidade, é rica em ácidos graxos insaturados e não contém colesterol. O arroz polido tradicional apresenta uma quantidade menor de fibras (1,7%) em vista do arroz integral, que apresenta maior quantidade, chegando a 3,5%.

É uma importante fonte de vitaminas B1 (tiamina), B2 (riboflavina) e niacina. As mais abundantes são a niacina e a tiamina que por ficarem numa parte mais externa do grão são, em parte, perdidas no processo de polimento de arroz. Por isso o arroz integral possui uma quantidade muito maior do que o arroz polido. Uma ingestão diária de 150 g de arroz integral satisfaz 50% das necessidades de vitamina B1 e 40% das de niacina além de ser uma boa fonte de vitamina B6.

Apresenta ainda um volume considerável de ferro e zinco, elementos de muita importância na alimentação humana, visto que a deficiência de ferro atinge um terço da população mundial. Isso porque a maior parte das fontes de ferro é de origem animal, inacessível para a maior parte da população pobre e que tem sua dieta baseada em cereais. O arroz não possui glúten, sendo um alimento muito indicado para pessoas alérgicas a essa substância (celíacos).

Se você quer manter uma dieta saudável e rica em nutrientes, o arroz, seja ele polido ou integral, não pode faltar na sua mesa!


Composição do arroz (em 100 g)
Componente
Integral
Polido
Parbolizado
Água (%)
70,3
72,6
73,4
Proteína (%)
2,5
2,0
2,1
Gordura (%)
0,6
0,1
0,1
Carboidrato (%)
25,5
24,2
23,3
Fibra Alimentar (%)
0,3
0,1
0,1
Cálcio (mg)
12
10
19
Fósforo (mg)
73
28
57
Sódio (mg)
-
-
-
Potássio (%)
70
28
43
Tiamina (mg)
0,09
0,02
0,11
Riboflavina (mg)
0,02
0,01
-
Niacina (mg)
1,4
0,4
1,2


A ingestão diária de 400g de arroz cozido contribui para suprir 20% do aporte energético e 35% da necessidade de carboidratos em uma dieta de 2500 Kcal (valor médio para indivíduos do sexo masculino, 18 anos, 70 kg e praticantes de atividades físicas leves). Indivíduos com atividades físicas mais intensas (trabalhador braçal, atletas etc) podem consumir em torno de 570g de arroz cozido.
 
As famosas Dietas "descarboidratadas"

Muitas pessoas acreditam que o grande responsável pelos quilinhos extras é o Caarboidrato e estão redondamente enganadas. As famosas dietas e produtos 'low carb" (baixos teores de carboidratos) se tornaram populares nos ultimos tempos; dentre elas, estão as famosas Dietas do Dr. Atkins, da Zona e de South Beach. O engraçado é que todas elas tem o mesmo país de origem, onde por irônia,  65 % da população (norte-ammericana) é obesa. Deus precisará criar um novo ser humano que funcione sem carboidrato e não desenvolva efeitos colaterais e seqüelas? Enquanto isso, os "experts" continuarão insistindo em vender suas manobras metabólicas para a queima de gordura sem esforço.

As dietas "low carb" alteram o paladar e reduzem o apetite devido à alta formação e concentração de corpos cetônicos no sangue (cetoacidose). Os corpos cetônicos são substâncias derivadas da utilização de gordura como principal fonte de energia. Nesse tipo de alimentação ocorre um desvio do metabolismo: ao invés do corpo utilizar carboidratos como fonte de energia são utilizadas as gorduras, só que a um custo fisiológico alto, pois ocorre o desequilíbrio bioquímico do organismo.

Uma alimentação rica em proteínas certamente também é rica em gorduras, que aliada à restrição de carboidratos e fibras solúveis, elevam os níveis de colesterol, prejudicam as artérias, coração, funcionamento cerebral, sobrecarrega o trabalho renal para eliminação da uréia e creatinina (metabólitos da degradação de proteínas), provoca desidratação, obstipação intestinal, hálito cetônico, náuseas e dor de cabeça. Ocorre ainda carência de vitaminas e minerais (fome oculta), predisposição ao risco para desenvolver cálculos biliares e câncer. Há perda significativa de músculos gerando flacidez e quem pratica esportes sente fadiga muscular, falta de ar e de energia.

Em hipótese alguma, deve-se responsabilizar um único nutriente ou alimento como causador da obesidade, mas sim um conjunto de comportamentos alimentares e de estilo de vida. A obesidade tem causa multifatorial! No tratamento e prevenção da obesidade, é necessário equilibrar a ingestão de nutrientes, investir na variedade de alimentos (frutas, vegetais, grãos, cereais integrais), diminuir a ingestão de sal e açúcar, cuidar da qualidade e da quantidade da gordura ingerida.

Quando o objetivo é emagrecer a atenção deve estar voltada também para o Balanço Energético: calorias ingeridas e calorias gastas. Se a ingestão de calorias for maior do que o gasto energético, o resultado certamente é o aumento "silencioso" do peso corporal. Cada indivíduo é único e sua alimentação deve ser tão individual quanto suas particularidades físicas, clínicas, fisiológicas, hereditárias, psicológicas e sociais. Por isso, é fundamental o acompanhamento com uma nutricionista.

Não há "fórmulas mágicas" para o emagrecimento. Na maior parte das vezes, quando uma dieta nova é lançada, é quase que certo que os interesses econômicos que existem por detrás são bem maiores do que a promoção da Saúde Pública.

Uma boa alimentação resulta
em melhores condições de saúde,
maior capacidade de aprender e 
de trabalhar,melhor desenvolvimento
 físico e mental.
Melhor qualidade de vida.
Um Brasil melhor!
 
Espalhe essa idéia ;)




FONTES:
Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Simdrome Metabólica
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

7 de janeiro de 2011

Regulação da Publicidade de Alimentos

Foi lançada no dia 17/12/2010, com a participação de mais de 30 entidades e organizações, a Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos. A nova frente defende a Resolução nº 24 da ANVISA, publicada no fim de junho de 2010 que regula a publicidade de alimentos com alto teor de açúcar, gorduras e sódio e de bebidas com baixo teor nutricional. A regra está suspensa desde setembro, por liminar da Justiça Federal de Brasília, a pedido da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), que questionou a competência da ANVISA para regular a questão.

Informar a população sobre os riscos relacionados ao consumo excessivo de alimentos não saudáveis, significa abraçar a responsabilidade de oferecer um ambiente favorável à vida e à saúde da população, poupar vidas e sofrimento de milhões de brasileiros, permitir a realocação de recursos do tratamento de doenças evitáveis para investimentos em prevenção, e oferecer ferramentas indispensáveis à garantia da cidadania e soberania do povo brasileiro.O objetivo dessa frente será essencialmente lutar para que o poder público estabeleça normas que regulem a publicidade de alimentos, monitore o cumprimento dessas normas de modo a evitar prejuízos à saúde da população e puna severamente todos que a descumprirem.

Para a OMS, os governos internacionais têm a responsabilidade de desenvolver políticas públicas para reduzir o impacto do marketing de alimentos e bebidas com baixo teor nutricional nas crianças. Com esse objetivo, uma das orientações pede a proibição de comunicação mercadológica desse tipo de produto em ambientes dedicados às crianças, como escolas e playgrounds. A estimativa é de que mais de 42 milhões de crianças com menos de cinco anos estejam acima do peso ou sofram de obesidade - das quais 35 milhões de crianças de países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. A OMS se diz profundamente preocupada com esses números e ressalta a forte influência da publicidade na formação de hábitos alimentares não saudáveis; o que é a pura verdade, infelizmente.

Segundo Elisabetta Recine, integrante do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), a relação entre a má alimentação das crianças e a publicidade é integral, porque o hábito alimentar é formado a partir da mensagem transmitida pela propaganda. "Esses anúncios publicitários normalmente são de produtos que têm altos teores de açúcar, gordura e sal. Isso faz com que as crianças peçam esses produtos aos pais e tenham um leque de sabores muito restrito, longe do necessário para uma alimentação saudável." De acordo com ela, é preciso que os pais tenham atitudes saudáveis desde o início da vida do bebê, fortalecendo e privilegiando o aleitamento materno até os seis meses de idade, introduzindo, em seguida, alimentos naturais e o mais variados possível. "Dos 6 meses a 2 anos, a criança tem o grande momento de formação do hábito alimentar. Os pais são os grandes responsáveis pela alimentação dos filhos."

A representante do Consea explicou que a frente servirá para que as organizações sociais se agrupem em favor da regulamentação da publicidade de alimentos e da divulgação dessas informações. "Muitas vezes as pessoas têm informações distorcidas sobre a regulação e acham que isso é privação da liberdade de escolha, Na verdade, estamos mostrando que seguir o padrão que a publicidade dá não tem nada de liberdade." A advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Mariana Ferraz, afirmou que a indústria alimentícia pratica repetidamente um tipo de publicidade abusiva, que muitas vezes se aproveita da vulnerabilidade do consumidor para aplicar técnicas de marketing ao público-alvo. "É o que observamos na publicidade direcionada ao público infantil. No caso de alimentos, muitos que apresentam potencial nocivo para a saúde vêm associados a coisas lúdicas que são persuasivas para a criança."

A mídia não é responsável somente pelos índices de obesidade e demais doenças causadas pela má alimentação em virtude da publicidade abusiva, vale lembrar a ditadura da beleza imposta pela mesma, que de certa forma, se torna um dos fatores ccondicionantes para o surgimento de transtornos alimentares, como Anorexia e Bulimia. Mas essa, é uma questão a parte que trataremos um outro dia.
E você? É a favor da regulação da publicidade de alimenttos? Comente!

O Documento completo, em Inglês, com as recomendações da OMS, você encontra Aqui.

FONTES: