Mostrando postagens com marcador Emagrecimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Emagrecimento. Mostrar todas as postagens

14 de janeiro de 2012

Descoberta: Irisina - Hormônio do exercício.

Um estudo publicado quarta feira (11) na revista Naturre, conduzido por pesquisadores da Dana-Farber Cancer Institute e Harvard Medical School, mostra que o exercício físico estimula a produção de um hormônio que tem a capacidade de aumentar o gasto energético e consequentemente, a queima de gordura corporal, através da transformação da gordura comum em gordura marrom. O novo hormônio, até então desconhecido, recebeu o nome de irisina, em referência à deusa mensageira da mitologia grega, Íris.
Tecido Adiposo
Os pesquisadores acreditavam que células musculares se comunicam bioquimicamente com a gordura corporal, porém, não sabiam como, até que acompanharam de perto as operações de uma substancia chamada PGC1-alpha, que é produzida em abundância pelos músculos durante e após os exercícios e responsável por muitos dos benefícios atribuídos a tal pratica. 

A PGC1-alpha estimula a expressão de uma proteína chamada Fndc5, que se quebra em duas partes, dando orgiem a Irisina.  Diferente da maioria das substâncias produzidas nos músculos, ela não permanece lá. Entra na corrente sanguínea e segue em direção ao Tecido Adiposo Branco (TAB) – responsável por armazenar energia – , que na sua presença transformam -se em gordura marrom (TAM). Os pesquisadores acreditam que a quantidade de exercícios (Irisina) é proporcional a quantidade de gordura marrom no organismo.

A constatação de que Irisina pode contribuir para o escurecimento da gordura corporal é uma descoberta extraordinária, visto que a gordura marrom é fisiologicamente desejável  e metabolicamente ativa, atuando na manutenção da temperatura corporal (termogênese) através da queima de calorias. Pensava-se que adultos não possuíam esse tipo de gordura, porém, estudos recentes mostram que temos um aporte de TAM que varia de pessoa para pessoa.
Finalmente, foram realizados experimentos com células musculares de pessoas voluntarias, que haviam seguido á risca um programa de corrida no decorrer de uma semana. Foi notado um aumento dos niveis de Irisina, que é uma forte candidata ao desenvolvimento de novos tratamentos para diabetes, obesidade e outras doenças, como o câncer.
Enquanto a Irisina parece ter um grande impacto sobre o metabolismo, não parece desempenhar qualquer papel perceptível nos efeitos que o exercício tem no coração ou no cérebro. Várias questões permanecem sem solução. Apesar de todos os benefícios, os ratos perderam pouco peso, porém resistiram ao ganho - mesmo com uma dieta rica em gordura - e os níveis de açúcar no sangue se mantiveram estáveis.
No futuro, os pesquisadores esperam testar as injeções de irisina em pessoas que, devido a deficiências ou problemas de saúde, não podem praticar atividade física. Ele também quer descobrir qual a quantidade e o tipo de exercício capazes de levar ao aumento da substância em pessoas saudáveis.


REFERÊNCIAS:
 Exercise Hormone May Fight Obesity and Diabetes. Em: The New York Times, Jan. 2012. Disponível em: <> http://well.blogs.nytimes.com/2012/01/11/exercise-hormone-helps-keep-us-healthy/?scp=2&sq=hormone&st=cse > , Acessado em: 13 de janeiro de 2012.
Reaping benefits of exercise minus the sweat - Researchers isolate messenger protein linking exercise to health benefits. Em: Harvard University, Jan. 2012. Disponível em: <> http://news.harvard.edu/gazette/story/2012/01/reaping-benefits-of-exercise-minus-the-sweat/ >. Acessado em: 13 de janeira de 2012.

18 de fevereiro de 2011

Anvisa quer banir venda de inibidores de apetite no Brasil


O reinado dos remédios emagrecedores está por um fio. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer banir de vez do Brasil a comercialização de todas as drogas usadas para emagrecer que atuam no sistema nervoso central: a sibutramina e os derivados de anfetamina (femproporex, dietilpropiona e mazindol). A única droga para o tratamento da obesidade que continuará liberada será o orlistate (Xenical), que atua diretamente no intestino, reduzindo em cerca de 30% a absorção de gordura.

A proposta será discutida em audiência pública em Brasília na próxima quarta-feira, dia 23. Depois disso, a decisão será tomada pela diretoria da agência. A avaliação da Câmara Técnica de Medicamentos da Anvisa é que o risco potencial à saúde desses produtos supera os benefícios. A decisão deve ser divulgada no dia 1º de março. Segundo nota técnica da área de Farmacovigilância e da gerência de Medicamentos da Anvisa, a sibutramina apresenta baixo coeficiente de efetividade de redução de peso e pouca manutenção de redução de peso em longo prazo. Apenas 30,4% dos pacientes tratados com sibutramina perderam pelo menos 5% do seu peso corporal em 3 meses.

Estudos apontam que o consumo de sibutramina aumenta o risco de problemas cardíacos, desde o ano passado a Anvisa impôs novas regras e endureceu os critérios de venda dessa droga - considerada de primeira classe no tratamento da obesidade. Ela deixou de ser vendida como medicamento comum e passou a integrar a categoria dos anorexígenos, drogas que exigem receita especial.


Proibir drogas emagrecedoras, como quer a Anvisa, levará ao aumento no número de cirurgias de redução do estômago, dizem médicos. Com a possível retirada desses remédios do mercado, sobram poucas alternativas para tratar a obesidade. Em muitos casos, a única saída será a cirurgia bariátrica, hoje indicada para pacientes com IMC (índice de massa corporal) acima de 35 e doenças associadas, como diabetes e hipertensão.

Já está em estudo nos EUA, na Itália e Espanha a redução do limite mínimo de IMC para a indicação da operação.  O cirurgião Ricardo Cohen, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, está coordenando uma pesquisa no Hospital Oswaldo Cruz sobre a eficácia da operação em pessoas com IMC entre 30 e 35. O estudo tem financiamento do Ministério da Saúde.


Cirurgia Bariátrica: Estômago antes e depois do processo.

A previsão é que neste ano sejam feitas 70 mil reduções de estômago no país. Para Alfredo Halpern, endocrinologista do Hospital das Clínicas, o aumento das cirurgias preocupa: "Não é mais simples tomar remédio? Faço um paciente perder 30 kg só com medicação". Estudos mostram que 16% das pessoas que passam por redução do estômago têm alguma alteração neurológica, como perda de memória ou confusão mental, diz Eduardo Mutarelli, neurologista do Hospital Sírio-Libanês.


Leia a nota técnica da Anvisa sobre o tema

7 de janeiro de 2011

Caralluma Fimbriata será retirada do comércio

Conhecida por auxiliar na perda de peso, a Caralluma Fimbriata é a sensação do momento. Milhares de pessoas dizem dever a ela o emagrecimento rápido e sem grandes esforços.

Caralluma Fimbriata é uma erva medicinal que se orgina na India e já é usada como supressora do apetite a muitos anos. É considerada um cactus suculento e quando ingerida, bloqueia a atividade de várias enzimas responsáveis pela formação de gordura, forçando o organismo a queimar a gordura armazenada. Também funciona controlando o mecanismo cerebral responsável pelo apetite, o que causa sensação de estômago cheio.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária vai intensificar o alerta à população sobre os riscos de consumir produtos de origem e efeitos desconhecidos que são comercializados sob a alegação de promover o emagrecimento. A Anvisa informa que até o momento nenhum produto que contenha em sua composição a Caralluma Fimbriata encontra-se regularizado no país, tendo em vista que não há qualquer comprovação em relação à sua segurança e eficácia. Por essa razão, uma resolução da Agência publicada dia 21/12 no Diário Oficial da União suspendeu a importação da Caralluma Fimbriata, além da sua fabricação, distribuição, manipulação, comércio e o uso em todo o território nacional.

A medida de suspensão de uso da Caralluma Fimbriata é diretamente dirigida à população, a quem a Anvisa recomenda que abandone o consumo desse produto, cuja composição não foi analisada pela Agência e que, por isso, são desconhecidos os efeitos adversos que podem trazer à saúde humana.

A primeira ação da Anvisa em relação às falsas alegações do produto de propriedades relacionadas a emagrecimento foi tomada no dia 3 de maio de 2010, com a publicação da Resolução RE 1992/2010, que proibia a propaganda de insumos anunciados como “naturais” e com propriedade capazes de acelerar a perda de peso, entre eles a Caralluma Fimbriata.

A resolução permite que, a partir de sua publicação, as equipes das vigilâncias sanitárias dos estados e dos municípios possam ir aos estabelecimentos comerciais e às farmácias para retirar o produto da prateleira. Nesta visita de fiscalização, as formulações que contêm Caralluma Fimbriata serão isoladas pelos fiscais em embalagens que ficam lacradas até que a Agência conclua o processo administrativo sobre a presença dessa substância no mercado brasileiro.

Gostaria de deixar um apelo às pessoas que fazem uso da Caralluma ou de qualquer outro produto 'milagreoso'; é preciso perder peso, se preciso, através de métodos saudáveis, de uma alimentação balanceada ou com a ajuda de artificios que tenham sua eficácia comprovada cientificamente; sem mencionar a prática de atividades físicas. Vale a pena lembrar: Procure um nutricionista ;)

Confira a resolução na integra.


FONTE: